É isso mesmo que você leu: seu filho PRECISA ver você errar!
Eu sei… ninguém gosta de errar. Errar traz frustração, vergonha e, às vezes, até raiva. Lidar com os erros dos outros também pode ser desafiador. Mas a verdade é que errar é parte essencial de aprender — e compreender isso muda a forma como encaramos os desafios, tanto para adultos quanto para crianças.
A teoria do Growth Mindset, desenvolvida pela psicóloga Carol Dweck, nos convida a enxergar o erro de outra forma: não como um sinal de fracasso, mas como uma etapa natural e necessária do processo de aprendizagem.
Essa abordagem parte do princípio de que nossas habilidades não nascem prontas nem ficam estagnadas — estamos sempre em constante desenvolvimento. Isso significa que, com esforço, estratégias adequadas e apoio, podemos evoluir continuamente.
Quando entendemos que o erro não é um desvio do caminho, mas parte do próprio caminho, passamos a vê-lo como informação valiosa: ele mostra onde estamos, o que ainda não dominamos e para onde podemos avançar.
Pesquisas mostram que, quando uma criança cresce acreditando que sua inteligência e competências podem se desenvolver, e que os erros fazem parte natural desse processo, ela tende a:
- Persistir diante de desafios, entendendo que obstáculos são oportunidades de crescimento.
- Tentar mais vezes, sem medo de não acertar na primeira tentativa.
- Explorar diferentes estratégias, em vez de desistir quando algo parece difícil.
E aqui está um ponto essencial: nós, adultos, somos o modelo.
Não basta dizer para a criança “errar faz parte” — ela precisa ver como lidamos com nossos próprios erros. Quando mostramos que também erramos, que assumimos, buscamos soluções e seguimos em frente, ensinamos resiliência, coragem e autoconfiança.
Crianças não precisam de pais ou professores perfeitos. Elas precisam de adultos reais, que mostram como transformar cada tropeço em aprendizado. É assim que ajudamos a construir coragem, resiliência, autonomia e autoconfiança — habilidades que vão acompanhá-las por toda a vida.